Salão Imobiliário de Lisboa
SINGULAR COLECTIVO
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A Cidade é o espaço de encontro, por excelência, do Homem com o Outro.
O respeito pelo Outro consubstancia a sublime capacidade do ser humano aceitar a diferença e, simultaneamente, a subtil reinvindicação de igual tratamento.
Aceitar e ser aceite: eis os desafios sociais que se nos colocam permanentemente num contexto urbano.
O respeito pelo Outro consubstancia a sublime capacidade do ser humano aceitar a diferença e, simultaneamente, a subtil reinvindicação de igual tratamento.
Aceitar e ser aceite: eis os desafios sociais que se nos colocam permanentemente num contexto urbano.
A solução apresentada assume-se como um estímulo ao encontro e à socialização, potenciado por uma pletora de apropriações do espaço privado das quais resulta a configuração do espaço colectivo. Metaforizando o próprio conceito de Cidade, pretende-se que o Todo resulte da soma dos contributos individuais – singulares, mutáveis e irrepetíveis - , assumindo o carácter dinâmico próprio de qualquer organismo social.
O desenho urbano empenha-se na persecução de respostas para as questões levantadas pelo Sítio – as diferenças altimétricas, a continuidade lógica do alçado sul da Rua Conselheiro Lopo Vaz, a relação nem sempre pacífica com o caminho-de-ferro – e na colocação de outras, cuja premência decorre dos objectivos acima enunciados, mercê da criação de contextos que articulam as esferas privada e colectiva.
O desenho urbano empenha-se na persecução de respostas para as questões levantadas pelo Sítio – as diferenças altimétricas, a continuidade lógica do alçado sul da Rua Conselheiro Lopo Vaz, a relação nem sempre pacífica com o caminho-de-ferro – e na colocação de outras, cuja premência decorre dos objectivos acima enunciados, mercê da criação de contextos que articulam as esferas privada e colectiva.
O edifício situado no topo norte do lote, remata o perfil da Rua Conselheiro Lopo Vaz, regulando a sua cércea pelas construções existentes no extremo poente do arruamento. Articula-se com um segundo corpo, através de duas realidades urbanas distintas: o espaço subjacente ao tronco superior - que interliga a rua norte e a praça implantada no miolo do lote – e o espaço intersticial compreendido entre os dois blocos. Ambos se revestem de um carácter semiprivado, convidando ao uso informal da arquitectura, criando percursos intuitivos e promovendo encontros.
A praça é o centro da intervenção. Entidade urbana de cariz assumidamente público, funciona como zona de lazer de permeio entre o edifício comercial e os blocos habitacionais. Urbanisticamente, cria uma plataforma intermédia entre as cotas norte (superior) e sul (inferior), estabelecendo um escalonamento vertical progressivo do lote.
O declive sul assume a dupla identidade de fachada da zona comercial e de elemento de ligação da cota baixa à cota alta, assegurando o acesso à praça. Materializa-se numa fachada percorrível, misto de escadaria e estrutura em socalcos, pontuada por generosos terraços que marcam as aberturas para a “loggia” adjacente.
O declive sul assume a dupla identidade de fachada da zona comercial e de elemento de ligação da cota baixa à cota alta, assegurando o acesso à praça. Materializa-se numa fachada percorrível, misto de escadaria e estrutura em socalcos, pontuada por generosos terraços que marcam as aberturas para a “loggia” adjacente.
Morfologicamente, a proposta adopta, como “átomo” da sua composição, um módulo com 6 metros de largo, por 20 de comprido e 3 de altura (medidas exteriores). Estas células, com 110 m2 úteis, permitem aos habitantes total liberdade na sua ocupação, alteração e aglutinação: pela função que lhes atribuirem – habitação, escritório, jardim, piscina, etc. -; pela forma como as adaptarem aos seus desejos – aberta para o exterior, totalmente encerrada, semiencerrada com pátios interiores, etc. - e pelo modo como as conjugarem entre si – célula única, células associadas em altura, células agrupadas à mesma cota, etc. -.
Mais do que uma tipologia, cede-se um espaço: um espaço aberto à liberdade.
Mais do que uma tipologia, cede-se um espaço: um espaço aberto à liberdade.
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Esta pluralidade, decorrente de um mesmo elemento compositivo, gera a diversidade do colectivo. Como numa sociedade. Ou numa cidade.
É esta mesma pluralidade que encerra o conceito de liberdade associado ao exercício pleno da democracia, fruto último da urbanidade.
É esta mesma pluralidade que encerra o conceito de liberdade associado ao exercício pleno da democracia, fruto último da urbanidade.
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